quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Incomodando




E hoje isso me é incômodo.
Ligações que não recebi.
Adiadas.
Os não ditos, os mal-ditos, Malditos não ditos.
As vindas que não ocorreram.
O que me é sabido com atrasado.
O que não foi.
Não saberá se há de ser...
Me é incômodo saber.
Não saber fazer e nem dizer...
e nem ouvir...
Então me diz:
Porque e o para quê da vontade e do não fazer!

Simplesmente não o diga.
Ou não o faça.
Ou faça e não diga.
Mas se disser, faça.

Tá bom...disfarça.
Ao findar tudo passa...
Brisa.

Já passou.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Do querer




Há uma lacuna.
Nada parece preenchê-la;

Sensação de "Nunca".


Um querer não querer, querendo sempre.
Querendo que nunca, querendo que nada, querendo, querer.

Medo.


E de Nunca querer, sempre se quer.


Me queira bem...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

" Olhando para ela, disse não saber o porque...e que lhe era muito estranho sentir falta, sem antes possuir..."

Eternizando.




É NOSSA CAPACIDADE DE SENTIR, QUE EM NOSSA EXISTÊNCIA  ETERNIZA TODAS AS COISAS, PESSOAS, FATOS...

ETERNIZA O VIVIDO...
ETERNIZA O DESEJO DO NÃO VIVIDO...
ETERNIZA O BOM, O RUIM.

E É NA LEMBRANÇA DAS COISAS QUE ENCONTRAMOS SUA DURABILIDADE...AH! E COMO TUDO COSTUMA DURAR!

NOSSAS NEMÓRIAS DE AINDA CRIANÇA;
NOSSAS HISTÓRIAS, QUE TEMOS PARA CONTAR;
NOSSOS PLANOS DE UM FUTURO FELIZ;
...SAUDADES EM RECONHECER QUE TUDO AQUILO ERA TÃO BOM...
...SAUDADES DE PENSAR DO COMO TUDO PODE SER BOM...


SENTIMOS TANTO.
SENTIMOS TUDO.
SENTIMOS SEMPRE.
ONDE POR HORA, PASSO A PENSAR QUE TUDO É ETERNO...

ATÉ QUE A MORTE ME SEPARE!

domingo, 9 de outubro de 2011

Sobre a Saudade


" Definitivamente me nego à sentir saudades daquilo que não possuo, das coisas que não vivi...Quero sentir saudades daquilo que foi meu, que é meu...
Saudades sentidas apenas do que à mim foi palpável..."
Uma certeza: tem horas que meu sorriso é o disfarce da minha alma...
que por horas, Deseja Devorar o Mundo.
‎"...e tem coisas que a gente faz de conta...que não sabe, que não viu, que ninguém disse..."

e segue acreditando que uma hora se organiza, se harmoniza...e dá certo.
" È. talvez seja bem verdade, que ao elencar prioridades, elegemos apenas pelo lucro imediato...Tá difícil investir à longo prazo...ter um foco...talvez, "ampliar os horizontes, distribuir investimento"...resulte em algo, mas ainda sim parece-me uma busca por coisas imediatas..."

Porém, no fundo desejo tudo pra já. O importante é saber o que se deseja...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Jogadas mais complexas, requerem estratégias mais rebuscadas...no mais SIMPLIFIQUE, haja...
É na ação que a mudança se propaga, as palavras são apenas o que te inclina...a mim, nem sempre basta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ah! meu bem, não complique. Ouça a voz que canta..me permita te guiar nessa dança...e que seja de leve, tão leve, que juntos possamos flutuar...descanse meu bem... Pra que teu canto amanhã, retorne à me encantar...e não me enganes meu bem, não te enganes...se assim não for, não queira em meus braços despertar, repousar...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Das Coisas

Eis aqui o que tenho.

O que restou de mim, em mim mesmo.

Não te enganes.

Sentir dor, e olhar à ela com mesmo desprezo, não é exaltá-la....


Não te enganes, meu bem....

Nem na eternidade conhecerás a ti em completude ( terás tanto tempo que buscarás novidades).


Sentir?

Poderás te sentir completo por muitas vezes.

Incompleto?

Estado de muito tempo...

Centrífugo momento de nossa transcendentalidade
...

Ah, meu Bem...Há muitas coisas das quais quero não saber...



UM CENÁRIO TRÉPIDO,
UM ENCONTRO INÉDITO,
DO CÔNCAVO AO CONVEXO,
A ILUSÃO DO IMAGINÁRIO... FUSÃO DE DOIS LADOS.


NO PENSAMENTO INEPTO,
VOZES MAL -DITAS,
ESPERNEIAM: - GRITAS.
NÃO SEI SER MINHAS,
NÃO SEI SER TUAS...

OCULTAS AO TEU OLHAR,
PERTINENTES AO PENSAR:
- ECOAM.

FOI ASSIM...

UM ENCONTRO COM O ESPELHO...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Blues




E no pulsar do desejo, a nudez do nascimento.

Mergulhar no mar, ao som do vento...
Outrora lugar de proteção...

Agora, mar, Solidão.

Perde-se no movimento ri-tímico, infinitude blues. . .

Incompletude Humana, vazio que transborda e não derrama.

Ah! Pensamentos malditos!  Me inclinão a escavar...

Porém turva são as águas, dos mares d'meu Mar...

È. Deixa a Maré levar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011




 - Hoje eu tenho maturidade.
Tenho propriedade, para falar das coisas das quais não quero.
Não significa dizer, que não farão parte de minha vida...

Tenho dito : Se assim o fizerem, não será da ordem real da razão.

Coisas do desejo. . .








Queria nessa noite beber músicas e com elas me embriagar. . . Que de suas melodias, na ressaca, no outro dia. . .uma bela cena. . . Pintar, Criar. . .

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não faz parte





Eis que escolhemos caminhos... Escolhemos?
Seguimos.
Tropeçamos.
Escavamos.

Nem tudo é medido,
palpável...
Existe, simplesmente.

Não á muito a dizer...
apenas não sou cenário do teu caminhar...
|Mas, fui paisagem da vida.

Assim também és na minha...
Uma paisagem...
Estática.
Pois é meu o movimento...
No meu Cenário foste uma bela paisagem...

Não faz parte.

Meu plano de fundo...
Nosso plano de fundo...
No destino...
Outro, não o mesmo...

Acabamos no desencontro.

Lembrança da bela paisagem....

sexta-feira, 29 de julho de 2011





Ah! Se minha alma fosse a de um artista....
Pintaria belos quadros.
Tocaria belas músicas.
Saberia os mais belos passos de dança...

Ah! Se minha alma fosse artista...
Escreveria o mais belo romance...
Construiria o mais nobre castelo...
Esculpia a mais admirável silhueta...

Ah! Beberia as mais finas bebidas...
As drogas mais cobiçadas....


Ah! se minha alma fosse como a dos artistas...
Mais bela seria a cena...
No ensaio já aplausos...
E ao findar, grandes elogios...

Ah! se minha alma fosse artista...
Talvez, triste seria...
Mais cedo talvez morreria...
Mas, lembrada sempre seria...

Porém, eis que seja possessiva e minha e para mim...
e tão somente minha, mostra-se alegre na arte de viver...

Ah! Minha alma querida.!

Alma minha, arte minha, coisa minha, vida minha....

Nimbus





Foi na asa do pássaro de ferro,
que o mar branco descobri.
De tão alvo era o mais belo,
seu formato, um Colibri.

Nas ondas desse mar, muitas formas havia de encontrar.
Não era simples seu movimento...
com requinte, acompanhava o vento.

Hora criança, hora menino.
Hora leão, hora gatinho.
Hora olhos de quem imagina,
hora brincadeira de menina.

Nem doce, nem algodão.
Só olhos de admiração.
- Descobrira as nuvens.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Janela




Não estava pensando em muita coisa, quando olhei pela janela naquele dia.


Vi algumas poucas aves....
Uma caixa d'água, uma antena de Tv e um Céu nublado...
Porém belo.
Nada  continuava à pensar...até queria...mas, não conseguir pensar em nada!

Nem no dia.

Olhei a outra janela, olhei pela janela.
Lá longe...eu vi alguma coisa, ou não vi nada.
Comecei à pensar...
No nada das coisas, nas coisas do nada...
E do nada, percebi que todo tempo estava á pensar...

Tudo sobre o Nada.

Alfredo.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um porre







Naquela noite, fui dormir como um bêbado!

Os pés sujos, a boca suja, o corpo sujo.
Desorientado.
Tudo parecia pastoso, homogêneo...
Não lembro bem.
Talvez estivesse coagulando, de certo, havia coisas a boiá...
Tudo se misturou muito...
Ah! Como desejei nosso bem!
Vai ver que foi ambição de minha parte, à vontade...tanto querer, pouco oferecer.
Senti um balanço estranho.
Vontade de vomitar...
Não lembro bem.
Só sei que terminou, assim sem muito explicar, mas senti que tudo entendi.
Vomitei.
Algumas partes ainda lembro...
Depois disso, ainda refletindo sobre aquilo, levantei.
Assim.
Como se estivesse de ressaca...

Alfredo.

sábado, 18 de junho de 2011

Ocre




Eles sempre estão lá...
Estiveram,
permanecem.
Ai, quem me dera livros queridos...por assim ter lidos,
ser tão ávido meu pensar.

Deveras.

Há uns lidos, outros esquecidos..
tantos outros exprimidos na poeira do meu penar...
Poucos foram adquiridos, que todos reunidos, pouco tenho há falar.
Presentes inesquecíveis.

Minha estante...pareço tão fascínora perto de ti.
No silêncio amarelo de teu corpo, tuas palavras me acalentam...
Eis minha inquietação fugaz...
minha fuga.

Fugindo para o recôndito, mais intenso de si em si mesmo...
Tudo temo, nada tenho...
Eternizaras em mim, minha lógica de pensar.

Guardado no Ocre da minha reflexão, permanece ileso, na impermanência de meu pensar todo teu saber.
ò Livros que nunca li...

- E mais uma tarde  passou-se na vida de Alfredo.

domingo, 12 de junho de 2011

Da consciência do inconsciente

No movimento centrífugo de sua consciência,
inspirou a censura de seus botões.
E assim, foi descobrindo que, se Ele fosse Ele,
não suportaria viver além do segundo da descoberta...

Conflitos.

Decidindo investir, resolveu transformar.
Conheceu sua fragilidade, reconheceu-a.
Simbolicamente, criou, recriou...
No espaço único, sem invasão ou domínio...
Num equilíbrio fictício...
Ali adormeceu.
Num sono, um sonho...
do ideal, perfeito...
Inefável desejo.
De acorda pra vida, quimera querida, que assim bem vivida,
"sustenida" faleceu.


No  diálogo efêmero dos botões: pensamentos.
Convenceram-lhe alí, que das partes que lhe cabem,
sejam elas multifaces:
Eu's de si.
...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Espetáculo



"... Que tinha lhe ofertado o sentimento mais puro...
Despedaçou-lhe o coração...
Atordoou seus pensamentos...
Pesou.
Com muita dor, arrancou-lhe fora o anelar direito...
Decepou o braço esquerdo.
Foi assim, conhecendo o sofrer.
E de tanto borbulhar de amor, disse-lhe:

-Agora vá! Sejais Feliz!

Eis que aqui ficaram todas as marcas.
Impressas nas possibilidades mil, pois sábio é aquele que realizando, enxerga além.
Nascer, amar, sorrir e/ou chorar, só no presente.
Nesse espetáculo não há tempo para ensaios.
Sabeis pois aproveitar as deixas e os erros que a ti e por ti forem marcando o palco e a cochia.
Onde todos os dias Estréias."

Azedo







Ou tudo é azedo ou nada é azedo...
torna-se azedo, não sabendo adoçar, deixamos pra lá...
amarga...
 tomando cuidado com as doses, sem evitar. 
Busquemos a filosofia do bem viver, meu bem. 
Sabendo que nada está insento do sofrer. 
Eis, nossas dualidades. Nosso charme paradoxal...
Incertezas robustas...
Só resta Acreditar no doce do azedo!

domingo, 29 de maio de 2011

Da Entrega



Tudo estava escuro.
Fechando os olhos, devagar...
Não tinha pretensão de ver -te.
Alí, passando do outro lado da calçada,
com os mesmos olhos doces, o riso brando no canto da boca...
Passos leves, não deixavam marcas.
Tocava os cabelos como se fossem a mais delicada flor, que só tu soube semear.
A harmonia de teu pensar era seu mais singelo orgulho, ainda que triste fosse teu amor...
Era puro e sincero.
Alegria de se amarem.
Mas, eis que não se pertenciam...
Aquele João, aquela Maria que de tantos, se  pareciam.
Não enxergaram a brisa passar.
No balanço do vento se perderam.
E de estarem desatentos, na entrega erraram o lugar.
Ei, de então abrir os olhos.
Para que distraídos, não se veja em desalento.

Se entregando...ao certo...ao nada...apenas Olhos.

sábado, 21 de maio de 2011

Seg'







TUDO está adormecido,
NADA sinto.
Quimera tranqüila.
Na lânguida  face, sopra um vento tímido,

íntimo de uma plácida cor,que se traduz no NADA.
NADA o traduz.

Deparou-se com grande efemeridade.
Na sua existência, TUDO e NADA...
Eternos amantes do segundo.


Inerte.


Mente, maré cheia, ondas bravas...tudo caminha à 


calmaria...


é chegada a baixa da maré...


num mergulho intenso eis que tudo se renova.


Cinéticamente.



Objeto em eterna construção.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amando mais uma vez, Te ama primeiro.



Pois vede a figura pérfida de um incrédulo, covarde.
Tão covarde  que não ama, não odeia, não se alegra.

 E quando ama, não se entrega.
Pois de tão incrédulo, não confessa.
Pobre espírito! Não sabe amar.

tão efêmero é seu amor,
que sem nenhum pudor,
abandona quem o amou,
sem saber ainda amar.

E aquele   que o desejou,
chora seu pranto, sua dor,
"sem saber do abandonar."

Mas, tu objeto amado,
sem culpa e sem pecado,
deixa-o magoado,
sem nem se quer num gesto raro,
se desculpar.

Eis que tu, ser desamparado,
não vos deixeis por este asno, no amor se acabar.
pois sabeis que este caso, não será o mal bocado que tua alma irá carregar.

Pois eterna é a juventude de quem amiúde, mais uma vez se dispõe à amar.

E eis no que atento: - quem não ama em sofrimento, não sabe a arte de amar.
Procurais quem te ama e aguardas pois em chamas, todo fogo pode queimar.

* Eis aí um Ser real.


> agora segue em frente ;)

sábado, 14 de maio de 2011

Embaço.





DAS COISAS MAIS INCRÍVEIS QUE CONHEÇO,
DESCOBRIR QUE MAIS UMAS TANTAS MIL, SÃO INCRIVELMENTE DESCONHECIDAS...
HÁ NELAS COISAS OCULTAS, ONDE MUITAS QUERO NÃO SABÊ- LAS.
ACHO INCRÍVEL DESCONHECÊ-LAS.
INCRÍVEL, QUE DE TODAS AS COISAS QUE CONHEÇO, NO ESPELHO, CONHECI METADE DELAS...
E COM OS OLHOS, ESTOU A ESCAVAR A OUTRA METADE...
COMO É INCRÍVEL. ENXERGAR UNICAMENTE CADA COISA E AINDA QUE LHE FALTEM PEDAÇOS PODER VER O INTEIRO DELAS ALI, NA PERMANÊNCIA SUA EM MINHA MENTE.
QUE POR VEZES MENTE A MIM, AS COISAS QUE SÃO IMPERMANENTES...

E EIS AÍ A SUA ESSÊNCIA!

INCRÍVEL É A (A)VENTURA DA ALMA, QUE DOMINADA PELA EMBRIAGUEZ DO DESEJO, VIVE RESSACADA DO REVELAR-SE.
E POR MAIS QUE ESTEJAMOS A OLHAR, É INCRIVEL COMO NO ESPELHO DO POUCO QUE CONHEÇO, SABER QUE MUITO MAIS TEM POR LÁ.

HÁ ALGO EMBAÇADO...
EIS A DÚVIDA : devemos limpar?

É... incrivel  como tem coisas das quais não quero me livrar...
- Mas já é Tempo.
Eis a hora do NOVO desbraVar.

- No ESPELHO, permita-se!
...

PS! Por hora, há o embaço.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Das coisas que importam - Semear - Ou Perdas




As vezes sentimos que perdemos...
Outras pensamos ter perdido...
E por hora perdemos.
Pouco ou muito, ou até numa mesma medida, todos os dias perdemos um pouco na vida e da vida.
(- Tenhamos pois, a sabedoria de Viver-)

Como é duro saber que perdemos!
Tão quanto é necessário as perdas.
Perda constituída de tantas variáveis...
Pessoas, amores, juízo, oportunidades, risos e choros...E quase sempre é por tão pouco que deixamos passar...
Perdemos.

Mas, só perdemos aquilo que um dia conquistamos e se perdemos é porque não possuímos.
- Nada possuímos.

Mas, muito somos capazes de conquistar, cuidar, vivenciar, sentir...é tudo tão bom.
Logo, vós não deveis entristecer se algo perdeste...
Alegrai-vos por seres capaz de outras conquistas...
E lembrai-vos com  saudade daquilo que perdeste e por teu mérito  cativas-te.
Devemos bem viver nossas perda, ainda que duras, dolorosas...
Apesar de  nós esquecermos ou esquecerem de nos ensinar, as perdas fazem parte...
E se duro é a Perda, mais ainda é Conquistarmos algo...
Persista.

Suave seja a dureza dos últimos olhares, que duro se tornam por carregarem consigo,
tudo que um dia não conquistamos...deixamos passar...

Que a marca da saudade, seja de tudo aquilo que se vivenciou, a capacidade de ter compartilhado...

Na tua partida, Descansa.
Pois, nas serenas lembranças de ti, Teu fruto que um dia foi semente,
Agora vai semear.

Plantar para poder colher.








sexta-feira, 22 de abril de 2011

Surpresa


(imagem- Salvador Dáli)
Farei uma viagem.
Partindo em breve.
Não tenho dia pra chegar,
nem pra voltar.
Será uma grande surpresa!
Ainda estamos a descobrir...
E há tanta coisa.
Mas, bem. Não há muito o que dizer agora.
Cuide-se. E quando não houver mais o que falar...se assim derrepente  me calar...
Num silêncio sentires meu pensar,
Grita!
Não deixe que o efêmero silêncio de meus impermanentes pensamentos se eternizem.
Não é assim que o desejo...
Viverás estas coisas e mais umas tantas hei de experimentar.
E assim que com o novo me saciar, hei de voltar.
Pois agora, provarei de todos para descobrir qual é  aquele que mais uma vez quero apreciar...
E só na volta, na volta...
iremos nos encontrar.
Com muita bagagem, dos dois lados, poderemos juntos descansar...
rir, chorar...
Daquilo que nossa ausência nos permitiu escavar...
Porém, quando a hora chegar, nos depararemos assim:
- De surpresa!


Como quem nada tivesse sabido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Coisas que são




Apesar de tudo e do nada,
Da repúdia,
Da distÂncia,
De estarmos bem,
Dos terceiros contatos,
Da frieza das palavras,
De toda sutileza,
procurar de vez em quando...iremos.
Insiste,
Persiste,
Existe,
Saudades.
Do que...?
De quem, o porque, o para que...
São incertos.
Ainda que evites,
inevitáveis saudades tomarão forma de vez em quando...
de coisas pensadas e não  buscadas,
buscas impensadas.
...Coisas da saudade...

> Segue em frente.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As gotas


 É tão bela a cidade nos dias de chuva!
A janela do ônibus,
É a moldura desse cenário, desse quadro.
Também é a tela...
Olhando fixamente as gotas que caiam e seu balé no vidro da janela, enxerguei as figuras mais belas, rostos...
Tudo extraído de meus pensamentos tão flutuantes.
Vi  naquela árvore , toda solidão dos dias de chuva...
- inspirei instantes de fantasia.
O desenho que se formava tinha tons de cinza, preto e branco, que hora moderno, contrasta as cores que encontrei em teu rosto.
Pareceu-me sorrir. Algo ali no canto da boca...
Observei um pouco mais...
Fora só um espasmo.
Ah! Deleites efêmeros de um dia de chuva...
Nostalgia aguda, ancorada no ar.
- Devaneio.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre | doses





Chego a pensar que erramos na dose.


- Ao mesmo tempo que penso que o erro foi acerto...
|Nossa dose não ingerida ...
Dose demasiada de paz,

Filosofia em dose dupla,
Vida vivida em dose remanescentes...
De afeto, de fato...Faltaram algumas doses...outras excederam...
Nossas dose de alegria, talvez fugaz,
Não foram doses de Cura...
Busca Insana,

Vivências tanto quanto momentâneas...
- Faltou a dose de Certeza...?
- De esperteza?!

Qual a dose?

_Ou melhor, Em quantas doses tomar?

Vida, caleidoscópio de doses inexatas,

que na sua graça, desgraça, me faz repensar :
- Quanto devo Pagar? Devo Pagar?

Vender, trocar...ou Oferecer...

Para mim...Uma dose apenas...
- Uma dose de Ser.
Que em meio a Loucura, exista apenas a dose necessária de juízo...
E não a Cura.

...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Refleti e...




Hoje mais do que nunca - Desejo Viver!
...
Desejo  experimentar novos sabores, novas cores...

- È um risco que se corre...è arriscado não correr...
Pois, o que se vive é Sempre um risco...
- Risco de acertar,
de errar,
de Sofrer Ou  Ser Feliz,
De decepcionar-se ou Ainda melhor:
_ Surpreender-se!
È...
Isso é Viver...


- Um Risco!


quinta-feira, 31 de março de 2011

Existe um viaduto.
Hora prolixo,
Hora escasso.
Viaduto da distância...
Viaduto da proximidade...
Proximidade dos pensamentos...
Distância, traduzida na ausência de tudo...
Na saudade,
No desejo do ser,
Do estar,
Estamos.
Somos.
Temporalmente, complexamente,
Humanamente,
- humanos.
Necessitamos, buscamos, erramos,
Acertamos, caminhamos...Encontramos e desencontramos...
Permanecendo , silenciosamente sentimos...
Calado, calando,
- grito.
Viaduto,
Via longe,
Via perto,
Via tudo,
Nada havia.
Começara a florescer...
Sou muito mais abstrata, do que permite perceber essa realidade vigente.

sexta-feira, 25 de março de 2011

APARÊNCIA



Como parece difícil.
Dizer que gosta,
Mostrar que gosta...

Como parece difícil.
Fingir que não gosta,
Tentar não gostar...

Como parece difícil.
Falar o que  pensa,
Pensar não falar...

Como parece difícil
Caminhar sobre as pedras,
Sem pensar em voltar,
Procurar outro caminho,
...continuar a caminhar...

Como parece difícil.
Perceber o fácil,
Que não é difícil.
Renunciar o que já é tido...
Dificilmente renuncia-se um prazer já conhecido.
Na realidade, mudamos umas coisas por outras.
Pois, nada podemos renunciar.

Tantas  coisas parecem, aparecem, desparecem...
Talvez, mostrem-se no olhar.

Olhar, acreditar ser útil,
E ainda que pareça inútil...
Realizar.

Mais vale o inútil de fazer,
Do que nada fazer de útil.
Não há coisas inúteis,
Nem úteis...
Há momentos que as tornam...
E que esses sejam para nunca esquecer....



sábado, 19 de março de 2011

Merda

Quando pensou haver vomitado tudo que podia...
Ela mais uma vez regurgitou.
Tinha nojo.
- Será que estão todos cegos?
_Olhem em sua volta...
- Sintam,
_Percebam,
Nada mudou, há um tempo que nada é igual...
Continuou a vomitar...
Agora em suas mãos, o vômito seguia em movimento a maestria de sua voz...
E alcançava todos os rostos ali, inertes e bestificados...
Cheirava forte.
Náuseas.
Mais uma vez regurgitou.
E mergulhada em toda aquela merda, sentiu chafurdar.
Cansada,
se retirou.
- Mais um dia.
Foi lavar-se...
- Teria mais um dia amanhã...

Ô Merda.
...

quinta-feira, 17 de março de 2011

PÍLULA ³*³

Há coisas que quero dizer.
Desejo.
Difusão demasiada dos pensamentos não ditos.
Dos Mal ditos.
Há coisas que não sei dizer...

quinta-feira, 10 de março de 2011

EMBARAÇO


Como se fosse uma sombra, perdida,
Não se encaixa em algo real...
Devaneios.
Entre as opções, não parece ser a primeira.
- Paciência! Paciência!
Faz-se necessário  à espera.
Esperando, enxergar o mar...no mar as coisas simples...simples no complexo mar...
Pensamentos, devaneios...
Não consigo acompanhar, não consegues acompanhar...
Não permitas...espero segurar na minha mão...
Sinto como se apenas estivesse a segurar...
Penso já saber que o feito era assim... alucinoide...
Minhas idiossincrasias...
São só minhas.
Nada deveras...mas, segura na tua  mão...não permita assim pesar meu pensar sobre ti...
Pareço não importar.
Tudo me importa...esse é o fato...
Sempre me importa...
Não sendo eu  o mais importante.
- Devaneios conturbados de uma madrugada-
Nada a declarar, nada a compreender...
- Embaraços_
Fugaz, momento.
Sentindo o cheiro...ouço a madrugada passar...
Tudo Devaneio.
Nada real.
...
Por enquanto...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sem Título

Não sei...
Penso querer chorar...
Gritar, Talvez...
- Que seja a Primeira.
Penso estar de Luto!
Talvez...vivendo a Viúvez de mim...
Nada há dizer.
- Estranho.
Talvez precise ouvir, queira ouvir...
Não é dever...é desejo...
Sou Eu.
Paradoxo.
Os outros...
Quem seja...
Desejo ouvir...
-Manipulo?.!
Não é o que desejas dizer...
O que desejo que digas...eu vou ouvir.
Nada há dizer.
Disse.
O que desejas ouvir?
...

terça-feira, 1 de março de 2011

Pílula ³

É...
Infelizmente, me parece que não sou a pessoa que possui a solução para os seus problemas;
Havia esquecido, que o brilho das estrelas também tem prazo de validade...
Penso por hora, estar apagando...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ÙLTIMO



Olhei pra ti,
- Era o último.
Fazia sol,
- Era o último.
Desejei naquele dia, permanecer ao teu lado...
Sentar na areia, no silêncio, o barulho do mar...
Acalmar...
Acalmando o âmago...
Fim de tarde.
- O último.
Em teus braços,
Meus braços e abraços...
- O último.
Sentir teus lábios...
Meus lábios,
Um beijo.
- O último.
Enamorar,
Pela última vez...
Respirar,
Pela última vez...
Falar-te,
No ouvido,
No pensar...
- Era o último...
Pensar, pesar...
Nas ondas, lia teus pensamentos,
Teu olhar,
- Era o último.
...um sonho bom...
Tu,
Eu,
- O último,
Hoje.
O dia,
- O último.

INSTANTES



Desviava o olhar...
Mas, ele estará ali, na sua frente.
Enroscado, no emaranhado dos seus pensamentos.
Problemáticas inconfundíveis o cercava.
Permanecera a cá, com cara de Tola,  impotente.
Ele parecia pedir colo...
E ela desejava dar-lhe, acolhe-lo...
Por um instante...
Silêncio.
Falou-lhe o silêncio...
Nada de muito agradável,
Mas estavam juntos...
Por um instante,
Isso bastava...
Buscavam,
Paz.
Numa lacuna,
Sede de fusão...
Estar no outro.
Desejos amiúde...
Momentos mnemônicos...
Inexorável olhar...
Vivencia inolvidável...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

09.16.26.31.10.17...HoJe.




Agora.
Hoje, em especial...
Borbulha em meu juízo, variadas
cenas...
Algumas repetidas,
Outras tantas, nem vividas...
Hoje.
Acordei pensando: - Como é louca
a vida...
Ou será curta?
- Pensamentos impermanentes.

Se “se” ou “poderá vir há ser”...
não sei se ainda importa ou “se importar” foi algo que diminuiu....
Estamos Hoje.
Compartilhamos.
Recomeço não,
Começar algo novo...
NOVO,
DIFERENTE,
AGORA,
Hoje.
Caminhos por vezes desconexos...
Desejos que se atraem...
Nada programado.
Apenas os desejos...
Hoje,
Estais aqui...
Estou em ti...
A cada nascer do dia...
Hoje.
Jamais ontem...
Talvez amanhã...
No final, sempre Hoje.
Ainda não somos “transcendentais”...
esperamos o amanhã...
E o viveremos...
Hoje.
Não é o ontem
Não será o amanhã...
Amanhã quando chegar será o
Hoje, é hoje.
Planejaremos...
Hoje,
Vivemos,
Hoje,
Hoje, nesse instante, o agora...
Hoje, a nostalgia do Ontem...
A ânsia do Amanhã...
Certeza,
Só Hoje...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Céu (II)




Naquela noite, resolveu dormir na varanda,
Lá mesmo na rede.
Seu olhar, meio trepido...permaneceu à contemplar aquele céu de noite estrelada, até cair no cochilo.
Havia acordado, antes do amanhecer...
Desejava ver a última  estrela da noite apagar e a única do dia nascer.
Era um dia de Sol.
Claro,
O Céu.
Escuro,
Seu Ser.
Permaneceu calado, sentado na rede.
Deu o primeiro suspiro,
Elevou-se...
Era a primeira vez que questionava suas sentimentalidades.
Aquelas, que tanto o angustiava...
Estava quente.
Levando sua mão até seu lânguido rosto,
Secou a lágrima que descia...
Levantou,
Mero engano.
A lágrima de sua face, ainda que seca,
Era apenas uma gota...
Uma estrela no meio de tantas...
Era o visível de algo maior...
Invisível.
Sinalizava  um ser imerso...
Que transbordava...
Por causa, efeito, consciente, inconsciente...
Vivi  à transbordar...
Não há dimensão...
É um Céu...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vôo





Olho pela janela...
Você está lá, em cima, no topo.
Não estas só...
Nem acompanhado.
Estais livre!
Há! Livre!
E eu, a te olhar, não consigo me reconhecer.
Existe algo em mim que simbolicamente não sei explicar-te...
Almejo a ti...
A tua liberdade.
Quero ser livre.
Nem só,nem acompanhado...
Mas, se quiseres,
Disponho-me a compartilha contigo,
Até os mais singelos silêncios que pairam meu âmago...
Que de tão inquieto, me deixa trêmulo...
Não consigo me mover...
Te admiro de longe, de tão longe que nem percebes...
Talvez possas sentir meus pensamentos, porem nada revelas...
Ai, passarinho...porque voaste tão cedo?
Carregando contigo a beleza de meu olhar,
Outrora tão confiante e agora tão inquieto...
Levantarei meu vôo ...
indiferentemente passarinho...
Ei de encontrar-te...


A TRISTE HISTÓRIA DA FELICIDADE.

Moravam no campo da felicidade:  - Pedro, Juca, Mariazinha e mais dois irmãos. Apesar de não terem muito conforto em sua casa os cinco estavam sempre alegres, pois todas as noites o seu Vicente, descarregava seu caminhão bem próximo a casa deles e sempre trazia algo de novo. Logo os cincos iam correndo jantar e após, dormiam ansiosos para que chegasse rápido a noite do próximo dia. Cotidianamente antes de dormir, Mariazinha orava junto com os irmãos, agradecendo o alimento e pedindo por aqueles que nada tinham para comer.
Os dias passaram como de costume.
 Até que certa noite, seu Vicente não apareceu para descarregar o caminhão.
 Não jantaram. Agora com fome, oram da mesma maneira e vão dormir para assim saciá-la. Mariazinha chora no canto escondido...pela primeira vez, os irmãos vivem um momento triste no campo da felicidade: - Fome. Mas, triste está Mariazinha, por agora sentir e passar pela situação que milhares de crianças passam todos os dias.
Fecham os olhos e vão dormi.
Amanhece.
Os irmãos escutam barulhos estranhos, correm para verificar do que se tratava. – Máquinas e homens estranhos invadiram o campo da Felicidade!
Este foi o alarde de Mariazinha.
Desespero.
Os homens falam em aterro sanitário. – disse Juca.
Choram.
Agora passam fome e não tem casa...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EFEMERIDADE EXISTENCIAL.



“ A Dúvida é o começo da Certeza” ?
O que?
Porque?
Aonde estou?
 De onde venho?
 Para onde vou ?

“ só sei que nada sei” – já dizia Sócrates.

Ele tinha razão...!?
A única certeza é a dúvida...tudo que sei é que viemos para esse mundo sem pedir...e sem querer seremos tirado dele....
Por que? Para que?
Não sei! Não entendo !
Não entendo, Não sei!

A vida em resumo, sobra isso...
Não saber, não ter certeza...

...bem , com dúvida ou sem dúvida ...
A vida continua...

PONTE


Ponte.
Um dente.
Ligação entre dois lugares.
Trabalho de uns. Moradia  de muitos.
Progresso. Pobreza.
Sonho e realidade.
Ponte.
Fome.
 Estado “subhumano”.
Revolta. Esperança.
Ponte.
Morte.
 Violência que não cessa...
Dorme e acorda todos os dias embaixo da ponte.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Céu (I)




Era fim de tarde...
O sol preparava-se para se pôr...
E Ele, preparava a varanda como de costume,para ver  o nascer das estrelas...
Foi preparar o café,já estava na garrafa...
No caminho, à queda!
Levantou,
Abriu,
Olhou.
Lá dentro, escuridão.
Apenas um feixe de luz, não muito claro, o permitia...
Estava em cacos,o vidro, a ampola...
No café escuro,brilhavam os cacos.
O Céu.
As Estrelas.
Quando deu por si,o pôr-do-sol já ocorrerá e a primeira estrela já brilhava.
Sempre estivera, lá...
O café, o céu
Os cacos, as estrelas.
Era necessário que tudo estivesse escuro.
Luz, na luz nada serve.
A escuridão que necessita ser iluminada.
E Ele, via a estrelas...os cacos,
Só no escuro,
No escuro é possível enxergá-las...
Luzes da escuridão.
Ele, o Céu, o Café...Só à noite...
Via-se as estrelas...




GELADEIRA



No sofá, reflito.
Meus devaneios ...
Minhas dúvidas...
Meus desejos...
Nada.
Então, abro a geladeira.
Fico à olhar,
Nada.
Espero ao abrir, encontrar uma resposta, uma solução...
Lá, na geladeira...
Nada.
Abro, fecho.
Fechando e abrindo a geladeira, sem ter um motivo, um porque...
Sento no sofá.
Situação claustrofóbica,
A de estar presa aos meus pensamentos,
Carregados de miuçalhas.
Mísero.
Fugaz...
Me sinto impotente...
Desejar não pensar, é já estar pesando...
Foge do meu controle.
É no silencio da madrugada...
Que procuro, e ...
Nada.
Abro a geladeira...
Situação inicial.
Todos abrem a geladeira para nada!
Reflito.
Nada,
Tudo.

A ESPERAR

Minha alma está inquieta.
Minha mente inflama.
Há tanto que eu queira falar, que me faltam palavras para escrever.
Algumas coisas são incômodas, e no recôndito do meu ser, teimam em permanecer.
Sinto vontade de gritar, mas há algo que me impede. Logo a mim, que aos outros pareço bem resolvido.
Ironia.
Confuso, barulhento, heterogêneo, gritante, tímido, louco, metamorfosicamente se mantém meu espírito.
Me nego, não devo ouví-lo.
Assim irão me reprimir.
Procuro ajuda, mas não consigo pedir.
Tu, permaneces parada, ali, em meio a este louco cenário...
Consigo sempre te ver...
Não consigo falar-te.
Espero.
Desejo.
Vêm a o meu encontro, não esperas que eu fale.
Não consigo, estou engasgado.
Entenda meu silêncio...minha fala demasiada...
De alguém que não tem coragem...
Mas que no âmago...
Te espera.

domingo, 23 de janeiro de 2011

PARADIGMA




Um passo a frente, fracassado.
Um passo para trás, covarde.
Imóvel,
Grito.
- Louco!
Calo,
Desencorajado.
Acredito,
Inocentemente.
Finjo que não vejo...
Culpado.

domingo, 16 de janeiro de 2011

METAMORFOSE






Você não esperou a evolução.
Desistiu, quando  ainda estavamos no casulo.
Motivos?.
Julgava ser difícil, apertado...não sei...
Talvez faltasse a ti coragem, certeza...
Não soubeste esperar pela borboleta.
Derrepente,  parece que esqueceste de que as coisas boas, tendem a ser mais difíceis, mais demoradas...
Requer persistência para serem alcançadas em sua completude.
Mas, sua fragilidade encanta...desperta desejos...
São lindas as borboletas, mas lembra-te:
- antes das borboletas estão lá as lagartas.
Agora que sou borboleta, percebes que tudo se torna interesse, tudo é novidade ?!
Querias tu agora a borboleta?!
- não cuidaste do casulo...
Agora as asas  permitem voar para longe de ti...
E se  queres, agora precisas correr.
Pois quem voa, costuma ser rápido...
Mas, a sempre uma chance de “captura”.
Se mereceres a borboleta, ela poderá voltar...
E ainda que longe, os ventos a trazem em um movimento de idas e voltas...
Percebes o vento?
É o ecoar da suas asas.
Lembra-te : - borboletas  são sempre borboletas.
Sempre belas novidades...


TEMPORAL




Criador e criatura
das coisas mais nobres,
das coisas mais sujas.
Corre. Inventa e reinventa,
Que ainda há tempo.
Foi tu quem o criaste...
Ele  simplesmente há....
Simplesmente existes.
Criatura temporal, criador do tempo...
Progressoras e Regressoras são tuas atitudes,
Pensamentos...
Impermanentes e eternos.
Criador do tempo...
Criatura das coisas temporais...
Corre!
Que ainda há muito,
Muito,muito...
Tempo.
Eternizarás.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E Foi




Ela estava quase sufocando
Quando decidiu ir...
E foi.
Pois,desejava alto e longe,
Sonhava.
Acreditou.
Quando deu conta de  si.
já  havia chegado lá.
O que fez?
- Não muita coisa, na verdade quase nada.
pensou em voltar...
Pesou.
O caminho de volta já lhe era conhecido, nada mais tinha a desbravar.
Tomou o desafio de fazer o novo, de novo, real, imaginário...
Deu-lhe formas, silhuetas sinuosas...
E no mais, nada fez!
Topô a parada e foi...
Viveu...

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Despedida




Estado conturbado na minha alma
Vontade de chorar
Sua credibilidade jogada de lado por motivos fúteis não me permite pensar no amanhã.
O que eu fiz?
Confiei e dei abrigo.
Abri as portas do coração.
Expressou uma grande vontade de amar.
Amou?
Uma lágrima cai.
Fui boba.
Mostrou-me ser tão sincero.
Mentira!
Partiu sem dar explicações.
Um adeus, não ouvi.
Infeliz mente amo.
Sofro!
Faço dessa lágrima um doce remédio para uma cura tardia.





(Texto escrito por Rennan Mendes- dedicado a Camila Aguiar)