terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Céu (II)




Naquela noite, resolveu dormir na varanda,
Lá mesmo na rede.
Seu olhar, meio trepido...permaneceu à contemplar aquele céu de noite estrelada, até cair no cochilo.
Havia acordado, antes do amanhecer...
Desejava ver a última  estrela da noite apagar e a única do dia nascer.
Era um dia de Sol.
Claro,
O Céu.
Escuro,
Seu Ser.
Permaneceu calado, sentado na rede.
Deu o primeiro suspiro,
Elevou-se...
Era a primeira vez que questionava suas sentimentalidades.
Aquelas, que tanto o angustiava...
Estava quente.
Levando sua mão até seu lânguido rosto,
Secou a lágrima que descia...
Levantou,
Mero engano.
A lágrima de sua face, ainda que seca,
Era apenas uma gota...
Uma estrela no meio de tantas...
Era o visível de algo maior...
Invisível.
Sinalizava  um ser imerso...
Que transbordava...
Por causa, efeito, consciente, inconsciente...
Vivi  à transbordar...
Não há dimensão...
É um Céu...

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