sexta-feira, 22 de abril de 2011

Surpresa


(imagem- Salvador Dáli)
Farei uma viagem.
Partindo em breve.
Não tenho dia pra chegar,
nem pra voltar.
Será uma grande surpresa!
Ainda estamos a descobrir...
E há tanta coisa.
Mas, bem. Não há muito o que dizer agora.
Cuide-se. E quando não houver mais o que falar...se assim derrepente  me calar...
Num silêncio sentires meu pensar,
Grita!
Não deixe que o efêmero silêncio de meus impermanentes pensamentos se eternizem.
Não é assim que o desejo...
Viverás estas coisas e mais umas tantas hei de experimentar.
E assim que com o novo me saciar, hei de voltar.
Pois agora, provarei de todos para descobrir qual é  aquele que mais uma vez quero apreciar...
E só na volta, na volta...
iremos nos encontrar.
Com muita bagagem, dos dois lados, poderemos juntos descansar...
rir, chorar...
Daquilo que nossa ausência nos permitiu escavar...
Porém, quando a hora chegar, nos depararemos assim:
- De surpresa!


Como quem nada tivesse sabido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Coisas que são




Apesar de tudo e do nada,
Da repúdia,
Da distÂncia,
De estarmos bem,
Dos terceiros contatos,
Da frieza das palavras,
De toda sutileza,
procurar de vez em quando...iremos.
Insiste,
Persiste,
Existe,
Saudades.
Do que...?
De quem, o porque, o para que...
São incertos.
Ainda que evites,
inevitáveis saudades tomarão forma de vez em quando...
de coisas pensadas e não  buscadas,
buscas impensadas.
...Coisas da saudade...

> Segue em frente.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As gotas


 É tão bela a cidade nos dias de chuva!
A janela do ônibus,
É a moldura desse cenário, desse quadro.
Também é a tela...
Olhando fixamente as gotas que caiam e seu balé no vidro da janela, enxerguei as figuras mais belas, rostos...
Tudo extraído de meus pensamentos tão flutuantes.
Vi  naquela árvore , toda solidão dos dias de chuva...
- inspirei instantes de fantasia.
O desenho que se formava tinha tons de cinza, preto e branco, que hora moderno, contrasta as cores que encontrei em teu rosto.
Pareceu-me sorrir. Algo ali no canto da boca...
Observei um pouco mais...
Fora só um espasmo.
Ah! Deleites efêmeros de um dia de chuva...
Nostalgia aguda, ancorada no ar.
- Devaneio.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre | doses





Chego a pensar que erramos na dose.


- Ao mesmo tempo que penso que o erro foi acerto...
|Nossa dose não ingerida ...
Dose demasiada de paz,

Filosofia em dose dupla,
Vida vivida em dose remanescentes...
De afeto, de fato...Faltaram algumas doses...outras excederam...
Nossas dose de alegria, talvez fugaz,
Não foram doses de Cura...
Busca Insana,

Vivências tanto quanto momentâneas...
- Faltou a dose de Certeza...?
- De esperteza?!

Qual a dose?

_Ou melhor, Em quantas doses tomar?

Vida, caleidoscópio de doses inexatas,

que na sua graça, desgraça, me faz repensar :
- Quanto devo Pagar? Devo Pagar?

Vender, trocar...ou Oferecer...

Para mim...Uma dose apenas...
- Uma dose de Ser.
Que em meio a Loucura, exista apenas a dose necessária de juízo...
E não a Cura.

...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Refleti e...




Hoje mais do que nunca - Desejo Viver!
...
Desejo  experimentar novos sabores, novas cores...

- È um risco que se corre...è arriscado não correr...
Pois, o que se vive é Sempre um risco...
- Risco de acertar,
de errar,
de Sofrer Ou  Ser Feliz,
De decepcionar-se ou Ainda melhor:
_ Surpreender-se!
È...
Isso é Viver...


- Um Risco!