domingo, 29 de maio de 2011

Da Entrega



Tudo estava escuro.
Fechando os olhos, devagar...
Não tinha pretensão de ver -te.
Alí, passando do outro lado da calçada,
com os mesmos olhos doces, o riso brando no canto da boca...
Passos leves, não deixavam marcas.
Tocava os cabelos como se fossem a mais delicada flor, que só tu soube semear.
A harmonia de teu pensar era seu mais singelo orgulho, ainda que triste fosse teu amor...
Era puro e sincero.
Alegria de se amarem.
Mas, eis que não se pertenciam...
Aquele João, aquela Maria que de tantos, se  pareciam.
Não enxergaram a brisa passar.
No balanço do vento se perderam.
E de estarem desatentos, na entrega erraram o lugar.
Ei, de então abrir os olhos.
Para que distraídos, não se veja em desalento.

Se entregando...ao certo...ao nada...apenas Olhos.

sábado, 21 de maio de 2011

Seg'







TUDO está adormecido,
NADA sinto.
Quimera tranqüila.
Na lânguida  face, sopra um vento tímido,

íntimo de uma plácida cor,que se traduz no NADA.
NADA o traduz.

Deparou-se com grande efemeridade.
Na sua existência, TUDO e NADA...
Eternos amantes do segundo.


Inerte.


Mente, maré cheia, ondas bravas...tudo caminha à 


calmaria...


é chegada a baixa da maré...


num mergulho intenso eis que tudo se renova.


Cinéticamente.



Objeto em eterna construção.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amando mais uma vez, Te ama primeiro.



Pois vede a figura pérfida de um incrédulo, covarde.
Tão covarde  que não ama, não odeia, não se alegra.

 E quando ama, não se entrega.
Pois de tão incrédulo, não confessa.
Pobre espírito! Não sabe amar.

tão efêmero é seu amor,
que sem nenhum pudor,
abandona quem o amou,
sem saber ainda amar.

E aquele   que o desejou,
chora seu pranto, sua dor,
"sem saber do abandonar."

Mas, tu objeto amado,
sem culpa e sem pecado,
deixa-o magoado,
sem nem se quer num gesto raro,
se desculpar.

Eis que tu, ser desamparado,
não vos deixeis por este asno, no amor se acabar.
pois sabeis que este caso, não será o mal bocado que tua alma irá carregar.

Pois eterna é a juventude de quem amiúde, mais uma vez se dispõe à amar.

E eis no que atento: - quem não ama em sofrimento, não sabe a arte de amar.
Procurais quem te ama e aguardas pois em chamas, todo fogo pode queimar.

* Eis aí um Ser real.


> agora segue em frente ;)

sábado, 14 de maio de 2011

Embaço.





DAS COISAS MAIS INCRÍVEIS QUE CONHEÇO,
DESCOBRIR QUE MAIS UMAS TANTAS MIL, SÃO INCRIVELMENTE DESCONHECIDAS...
HÁ NELAS COISAS OCULTAS, ONDE MUITAS QUERO NÃO SABÊ- LAS.
ACHO INCRÍVEL DESCONHECÊ-LAS.
INCRÍVEL, QUE DE TODAS AS COISAS QUE CONHEÇO, NO ESPELHO, CONHECI METADE DELAS...
E COM OS OLHOS, ESTOU A ESCAVAR A OUTRA METADE...
COMO É INCRÍVEL. ENXERGAR UNICAMENTE CADA COISA E AINDA QUE LHE FALTEM PEDAÇOS PODER VER O INTEIRO DELAS ALI, NA PERMANÊNCIA SUA EM MINHA MENTE.
QUE POR VEZES MENTE A MIM, AS COISAS QUE SÃO IMPERMANENTES...

E EIS AÍ A SUA ESSÊNCIA!

INCRÍVEL É A (A)VENTURA DA ALMA, QUE DOMINADA PELA EMBRIAGUEZ DO DESEJO, VIVE RESSACADA DO REVELAR-SE.
E POR MAIS QUE ESTEJAMOS A OLHAR, É INCRIVEL COMO NO ESPELHO DO POUCO QUE CONHEÇO, SABER QUE MUITO MAIS TEM POR LÁ.

HÁ ALGO EMBAÇADO...
EIS A DÚVIDA : devemos limpar?

É... incrivel  como tem coisas das quais não quero me livrar...
- Mas já é Tempo.
Eis a hora do NOVO desbraVar.

- No ESPELHO, permita-se!
...

PS! Por hora, há o embaço.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Das coisas que importam - Semear - Ou Perdas




As vezes sentimos que perdemos...
Outras pensamos ter perdido...
E por hora perdemos.
Pouco ou muito, ou até numa mesma medida, todos os dias perdemos um pouco na vida e da vida.
(- Tenhamos pois, a sabedoria de Viver-)

Como é duro saber que perdemos!
Tão quanto é necessário as perdas.
Perda constituída de tantas variáveis...
Pessoas, amores, juízo, oportunidades, risos e choros...E quase sempre é por tão pouco que deixamos passar...
Perdemos.

Mas, só perdemos aquilo que um dia conquistamos e se perdemos é porque não possuímos.
- Nada possuímos.

Mas, muito somos capazes de conquistar, cuidar, vivenciar, sentir...é tudo tão bom.
Logo, vós não deveis entristecer se algo perdeste...
Alegrai-vos por seres capaz de outras conquistas...
E lembrai-vos com  saudade daquilo que perdeste e por teu mérito  cativas-te.
Devemos bem viver nossas perda, ainda que duras, dolorosas...
Apesar de  nós esquecermos ou esquecerem de nos ensinar, as perdas fazem parte...
E se duro é a Perda, mais ainda é Conquistarmos algo...
Persista.

Suave seja a dureza dos últimos olhares, que duro se tornam por carregarem consigo,
tudo que um dia não conquistamos...deixamos passar...

Que a marca da saudade, seja de tudo aquilo que se vivenciou, a capacidade de ter compartilhado...

Na tua partida, Descansa.
Pois, nas serenas lembranças de ti, Teu fruto que um dia foi semente,
Agora vai semear.

Plantar para poder colher.