quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um porre







Naquela noite, fui dormir como um bêbado!

Os pés sujos, a boca suja, o corpo sujo.
Desorientado.
Tudo parecia pastoso, homogêneo...
Não lembro bem.
Talvez estivesse coagulando, de certo, havia coisas a boiá...
Tudo se misturou muito...
Ah! Como desejei nosso bem!
Vai ver que foi ambição de minha parte, à vontade...tanto querer, pouco oferecer.
Senti um balanço estranho.
Vontade de vomitar...
Não lembro bem.
Só sei que terminou, assim sem muito explicar, mas senti que tudo entendi.
Vomitei.
Algumas partes ainda lembro...
Depois disso, ainda refletindo sobre aquilo, levantei.
Assim.
Como se estivesse de ressaca...

Alfredo.

sábado, 18 de junho de 2011

Ocre




Eles sempre estão lá...
Estiveram,
permanecem.
Ai, quem me dera livros queridos...por assim ter lidos,
ser tão ávido meu pensar.

Deveras.

Há uns lidos, outros esquecidos..
tantos outros exprimidos na poeira do meu penar...
Poucos foram adquiridos, que todos reunidos, pouco tenho há falar.
Presentes inesquecíveis.

Minha estante...pareço tão fascínora perto de ti.
No silêncio amarelo de teu corpo, tuas palavras me acalentam...
Eis minha inquietação fugaz...
minha fuga.

Fugindo para o recôndito, mais intenso de si em si mesmo...
Tudo temo, nada tenho...
Eternizaras em mim, minha lógica de pensar.

Guardado no Ocre da minha reflexão, permanece ileso, na impermanência de meu pensar todo teu saber.
ò Livros que nunca li...

- E mais uma tarde  passou-se na vida de Alfredo.

domingo, 12 de junho de 2011

Da consciência do inconsciente

No movimento centrífugo de sua consciência,
inspirou a censura de seus botões.
E assim, foi descobrindo que, se Ele fosse Ele,
não suportaria viver além do segundo da descoberta...

Conflitos.

Decidindo investir, resolveu transformar.
Conheceu sua fragilidade, reconheceu-a.
Simbolicamente, criou, recriou...
No espaço único, sem invasão ou domínio...
Num equilíbrio fictício...
Ali adormeceu.
Num sono, um sonho...
do ideal, perfeito...
Inefável desejo.
De acorda pra vida, quimera querida, que assim bem vivida,
"sustenida" faleceu.


No  diálogo efêmero dos botões: pensamentos.
Convenceram-lhe alí, que das partes que lhe cabem,
sejam elas multifaces:
Eu's de si.
...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Espetáculo



"... Que tinha lhe ofertado o sentimento mais puro...
Despedaçou-lhe o coração...
Atordoou seus pensamentos...
Pesou.
Com muita dor, arrancou-lhe fora o anelar direito...
Decepou o braço esquerdo.
Foi assim, conhecendo o sofrer.
E de tanto borbulhar de amor, disse-lhe:

-Agora vá! Sejais Feliz!

Eis que aqui ficaram todas as marcas.
Impressas nas possibilidades mil, pois sábio é aquele que realizando, enxerga além.
Nascer, amar, sorrir e/ou chorar, só no presente.
Nesse espetáculo não há tempo para ensaios.
Sabeis pois aproveitar as deixas e os erros que a ti e por ti forem marcando o palco e a cochia.
Onde todos os dias Estréias."

Azedo







Ou tudo é azedo ou nada é azedo...
torna-se azedo, não sabendo adoçar, deixamos pra lá...
amarga...
 tomando cuidado com as doses, sem evitar. 
Busquemos a filosofia do bem viver, meu bem. 
Sabendo que nada está insento do sofrer. 
Eis, nossas dualidades. Nosso charme paradoxal...
Incertezas robustas...
Só resta Acreditar no doce do azedo!