sábado, 18 de junho de 2011

Ocre




Eles sempre estão lá...
Estiveram,
permanecem.
Ai, quem me dera livros queridos...por assim ter lidos,
ser tão ávido meu pensar.

Deveras.

Há uns lidos, outros esquecidos..
tantos outros exprimidos na poeira do meu penar...
Poucos foram adquiridos, que todos reunidos, pouco tenho há falar.
Presentes inesquecíveis.

Minha estante...pareço tão fascínora perto de ti.
No silêncio amarelo de teu corpo, tuas palavras me acalentam...
Eis minha inquietação fugaz...
minha fuga.

Fugindo para o recôndito, mais intenso de si em si mesmo...
Tudo temo, nada tenho...
Eternizaras em mim, minha lógica de pensar.

Guardado no Ocre da minha reflexão, permanece ileso, na impermanência de meu pensar todo teu saber.
ò Livros que nunca li...

- E mais uma tarde  passou-se na vida de Alfredo.

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