sexta-feira, 29 de julho de 2011





Ah! Se minha alma fosse a de um artista....
Pintaria belos quadros.
Tocaria belas músicas.
Saberia os mais belos passos de dança...

Ah! Se minha alma fosse artista...
Escreveria o mais belo romance...
Construiria o mais nobre castelo...
Esculpia a mais admirável silhueta...

Ah! Beberia as mais finas bebidas...
As drogas mais cobiçadas....


Ah! se minha alma fosse como a dos artistas...
Mais bela seria a cena...
No ensaio já aplausos...
E ao findar, grandes elogios...

Ah! se minha alma fosse artista...
Talvez, triste seria...
Mais cedo talvez morreria...
Mas, lembrada sempre seria...

Porém, eis que seja possessiva e minha e para mim...
e tão somente minha, mostra-se alegre na arte de viver...

Ah! Minha alma querida.!

Alma minha, arte minha, coisa minha, vida minha....

Nimbus





Foi na asa do pássaro de ferro,
que o mar branco descobri.
De tão alvo era o mais belo,
seu formato, um Colibri.

Nas ondas desse mar, muitas formas havia de encontrar.
Não era simples seu movimento...
com requinte, acompanhava o vento.

Hora criança, hora menino.
Hora leão, hora gatinho.
Hora olhos de quem imagina,
hora brincadeira de menina.

Nem doce, nem algodão.
Só olhos de admiração.
- Descobrira as nuvens.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Janela




Não estava pensando em muita coisa, quando olhei pela janela naquele dia.


Vi algumas poucas aves....
Uma caixa d'água, uma antena de Tv e um Céu nublado...
Porém belo.
Nada  continuava à pensar...até queria...mas, não conseguir pensar em nada!

Nem no dia.

Olhei a outra janela, olhei pela janela.
Lá longe...eu vi alguma coisa, ou não vi nada.
Comecei à pensar...
No nada das coisas, nas coisas do nada...
E do nada, percebi que todo tempo estava á pensar...

Tudo sobre o Nada.

Alfredo.